sexta-feira, 6 de junho de 2008
Na Mais Pura Vontade De Gritar
Por Guilherme G. Henschel
AHHHHHHHHHHHHHHHH!
Por que não me disseram?
Teria me matado, ou sei lá.
Teria quem sabe matado antes,
Sabe só para aliviar anteriormente.
Gritos mudos de dor e desespero,
Por que não posso gritar por alegria?
Fontes de conhecimento útil. Fontes?
Pontes. Carontes. “Ontens”, não.
Sorrisos falsos de poesia,
Dos homens na própria Desterro.
AHHHHHHHHHHHHHHHH!
Por que eu não escutei a minha mente?
Desista ela falava, mas nãoooo!
Eu não podia desistir, não é?
Não, Eu sabia não vou enganá-lo.
Como queria poder GRITAR!!!!
Alto, Para o Alto, Bem ALTOOOO!
Dar um Salto.
AHHHHHHHHHHHHHHHH!
Por que fui um tolo?
TOLOOOOOOOOOOOO
Nada além de um tolo, atolado.
Idolatrado por falsos adoradores,
Visto como ídolo por ruins oradores.
AHHHHHHHHHHHHHHHH!
Posso gritar aqui em paz?
Não, não o suficiente capaz,
Escutou bem rapaz?
AHHHHHHHHHHHHHHHH!
Consigo te ignorar?
Não somente se me desejar.
AHHHHHHHHHHHHHHHH!
Na Mais Que Pura Vontade De Gritar.
AHHHHHHHHHHHHHHHH!
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Orla de Espinhos
Orla de Espinhos
Eu te vi na orla de espinhos. Não sei o porquê, não sei o motivo, apenas vi ali, entre a queda e o corte, entre a dor e a morte. Por que te jogas nos braços alheios em busca de segurança? Por que te jogas precipício a baixo quando poderias voar?
Eu te vi na orla de espinhos. Conheço tua dor, mas repudio-a, assim como repudio minha alma. Achas que uma queda vai acabar com tudo? Achas que depois da queda não haverá melhoras? Achas que tu podes desistir assim tão fácil?
Eu te vi na orla de espinhos. Ali entre o espinho e a queda, entre a verdade e a gloria, entre o sofrimento e a adrenalina. No filete de terra que te separas do céu ou inferno, no filete terra que te separas da queda eminente. Por que não te jogas de uma vez? Por que não desistes de uma vez? Tens medo de se arrepender no meio do caminho?
Eu te vi na Orla de Espinhos, prestes a pular no Abismo do Esquecimento. Não pulaste, foste jogado.
terça-feira, 27 de maio de 2008
Poema Ébrio
De bar em bar cambaleio
Nada diferente de um arruaceiro.
Em uma mão a garrafa de Gim,
Na outra um talo de alecrim.
Na beira da praia sob o sol,
Ou quem sabe no pequeno atol.
Bebo minha gelada Cerveja,
Afim de que o amanhã frio esteja.
Na boca, o cigarro apagado,
No coração, um amor acabado,
No copo, uma tristeza morta,
Na vista... Uma rua torta.
No frio balcão do bar peço,
Quem sabe até me despeço,
Uma dose de Vodka pura.
Límpido veneno, amarga cura.
Na mesa de madeira com velas e cera,
Esperando o futuro de que minha vida será.
Bebo de minha fina taça o Vinho tinto,
Enquanto sobre meus sentimentos minto.
Na mão, um isqueiro flamejando.
No peito, uma dor aumentando.
Sobre pés, apenas pés a mais.
Na vista... ”Horizonte, porque te vais?”
No recanto quente da lareira,
Escuto o estalar da madeira.
Ali no meu copo de Conhaque,
Tento disfarçar o sotaque.
Na festa me encontro sóbrio,
Mas meu comportamento é ébrio.
Entre drinks e água, tomo Martini,
Meu dinheiro se vai, talvez até sublime.
No rosto, a dor me consome.
Na boca, o gosto de ferro,
No desejo, dizer que ainda te quero,
Na vista... O chão disforme.
Sobre água e lagrimas me debruço,
Tentando acabar com o meu soluço.
Minha tentação pela limpa Pinga
No meio da arenosa catinga.
No copo duas pedras de gelo,
Oh! Whisky. Como quero tê-lo.
Scotch, Irish, Tennesse, não importa.
Já que meu fígado não mais te comporta.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Escarlate e Negra
Escarlate e Negra
A serpente negra e escarlate se esgueirava pela superfície de pedra, da sala úmida e escura. A língua bifurcada da cobra se projetava para frente de maneira compassada, seus olhos fendidos demonstravam sua origem abissal. Seu sibilo agudo despertava medo, agonia e dor, como um projétil cortando o ar.
O réptil se aproximava com uma velocidade incrível, quase irreal. Seus anéis negros e escarlates avançando na direção do alvo de maneira quase hipnótica. O alvo da cruel víbora correndo de maneira descontrolada pelo grande corredor. Seu tornozelo desprotegido propiciava um ótimo lugar para mordida.
O bote rápido e violento - do ofídio negro e vermelho que projeta suas duas pinças brancas para frente – atinge, em cheio, a parte inferior da canela e superior do pé. A dor lacerante faz o homem cair no chão frio e úmido, enquanto dá um pulo de sua confortável cama. O pesadelo o atingira novamente, ele não mais consegue dormir.
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Helena e o Anjo Negro
Helena e o Anjo Negro
Por Guilherme G Henschel
[Lúcifer]
Caído sobre a ruína de minha vitória.
Caído sobre a guarda de minha glória.
De que será de mim agora?
Guardar os portões do inferno nessa hora,
Morrer aqui já não me faz falta,
Quando minha barca está em alta.
[Helena]
Não chorais anjo caído.
Sei que teu amor nunca foi suprido.
Sei que teu nome é manchado,
Mas teu trabalho por mim é louvado.
Não chorais luz do inferno,
Não chegou ainda o inverno.
[Lúcifer]
Triste e condolente as margens do Stigia.
Mantendo sempre minha nobre vigia.
Triste e sobrevivente as margens do abismo,
Sou mal pela visão do homem e do maniqueísmo.
Devo me revoltar? Devo me vingar? O que farei?
De tudo, Nada Sei.
[Helena]
Nenhuma maldade fez anjo negro,
Acredito em teu coração integro.
Mesmo que destruição tenha causado,
Meu coração ainda tem te amado.
Sempre há um retorno,
Um ponto para um contorno.
[Lúcifer]
E quando se chegou no ponto sem retorno,
Do mais livre mundo, do mais barato suborno.
Quando demônios que guardo escapam,
Quando acordos não se reatam.
Quando o amor que sinto se esvaece,
E Deus não mais escuta a minha prece.
[Lúcifer & Helena]
No fim da terra espero por ti meu amor,
Que no fim da vida sentir teu calor,
Senti minhas (tuas) asas envolta de meu (teu) corpo.
Sentir que posso ser feliz mesmo que meu corpo esteja morto.
Sentir que no fim não posso mais falhar,
E então com segurança te falar
Eu Amo-te, meu Anjo.
[Lúcifer]
Em lagrimas minha espera termina
Que a terra não te oprima.
Mas tua alma é demasiada pura,
Não há feridas que tu não te curas.
No paraíso tua alma descansa,
Enquanto no inferno meu corpo se cansa.
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
sábado, 25 de agosto de 2007
Blue Cloud (imagem), Universo Paralelo (Poesia). Projeto Buchstabieren

Universo Paralelo
Por Guilherme Gustavo Henschel
Vivendo na realidade passional
Vivendo em um sonho distorcido
Vivendo em um pesadelo real
Vivendo em um mundo adormecido
Não sei, talvez, uma possibilidade
Um universo paralelo, normalidade
Sonhando com uma praia deserta
Com amigos, com alegria, enfim.
Sonhos de um holocausto, o fim.
Um livro branco, a possibilidade aberta.
Não sei, talvez, uma possibilidade
Um universo paralelo, normalidade
Sonhos de um deserto com uma praia
Sem nada, sem vida, sem fim.
Se escondendo do sol que se vira a mim,
Sonhando com colinas na terra maia.
Não sei, talvez, uma possibilidade
Um universo paralelo, normalidade
Vivendo no vazio do universo.
Vivendo no universo paralelo.
Vivendo em um dia...
Vivendo sem alegria,
Vivendo sob um sol amarelo.
Vivendo em mundo reverso.
Não sei, talvez, uma possibilidade
Um universo paralelo, normalidade
Sob o sol de um novo amanhecer,
Procurando não me esquecer,
Do universo paralelo que criamos,
Do universo paralelo que moramos,
Do fim, do começo, do deserto,
Do errado, do erro, do acerto, e do certo.